SÁTIRO
sexta-feira, 17 de maio de 2013
Super-Heróis DecadenteStf
Barbara Gancia ironiza teatro de Barbosa
Julgamento do mensalão foi um "teatrinho" criado pelo presidente do STF, diz a colunista da Folha: "Havia ali o papel do bandido, do mocinho, tinha a pecha de 'maior julgamento da história' e havia até a certeza indiscutível de que viríamos um final feliz"
NOTA:
Original de Donald Soffritti
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quinta-feira, 16 de maio de 2013
Família Sauro
Marina Silva morreu abraçada a Feliciano
O fim patético de uma candidatura que surgiu como promessa de renovação.
Marina Silva faleceu politicamente hoje, 15 de maio, vítima de si
própria.
Morreu abraçada ao irmão evangélico Marco Feliciano.
RIP.
As três linhas acima resumem o fato político mais importante do dia.
Num erro de avaliação impressionante, Marina Silva, numa viagem ao
Recife, tomou a defesa de Feliciano.
Vou repetir.
Disse que ele estava sendo atacado, em boa parte, por ser evangélico.
Ora.
Feliciano, desde que irrompeu do anonimato, tem repetido barbaridades
homofóbicas e racistas em sucessivas e despudoradas odes à intolerância e ao
fanatismo.
Quando já achávamos que ele tinha esgotado o estoque de obscurantismo
agressivo, eis que aparece um vídeo no qual ele diz que Deus assassinou John
Lennon porque não gostou de uma coisa que Lennon disse.
E com todo esse passivo brutal de posições que fazem mal à sociedade,
Marina consegue dizer que a rejeição a Feliciano se funda mais na religião que
na obra do pastor.
“Quando penso em certas coisas que disse, invejo os mudos”, escreveu
Sêneca, o grande filósofo estoico da Antiguidade romana.
Eis uma frase que cabe em Marina.
Para quem num certo momento surgiu como esperança de renovação política,
não poderia haver desfecho mais patético do que falecer na bizarra defesa do
que existe de mais vulgar, mais mistificador e mais atrasado na política
brasileira, o pastor Feliciano.
leiam também.:
P.S.:
breve, músico decadente do pópinho brasuca sairá em defesa dela.
periga até fazer o dingôu de sua campanha.
fusão da 'novidade' [aahahhahha!] com a 'transgressão' [hahahahaha ao cubo].
tô apostando, quem vai?
° ela tá cada vez mais a cara da vó da Família Dinossauro, o que se explica, talvez, pela sintonia mentalidade-físico...
periga até fazer o dingôu de sua campanha.
fusão da 'novidade' [aahahhahha!] com a 'transgressão' [hahahahaha ao cubo].
tô apostando, quem vai?
° ela tá cada vez mais a cara da vó da Família Dinossauro, o que se explica, talvez, pela sintonia mentalidade-físico...
terça-feira, 7 de maio de 2013
segunda-feira, 6 de maio de 2013
sexta-feira, 3 de maio de 2013
Vovó ama Heavy Metal mas...
Vovó ama Heavy Metal mas...
Lobão, Roger e o rock de direita
por KIKO NOGUEIRA
Os roqueiros dos anos 80 fazem parte de uma looooonga tradição.
Nixon e Elvis
A guinada à direita de Lobão, Roger do Ultraje e mais alguns de seus colegas de geração pode ter deixado muita gente decepcionada (me refiro àqueles que esperavam alguma coisa deles).
Como podem roqueiros, com seu estilo de vida, vamos dizer, libertário, virarem direitosos? Como esses caras que mergulharam em sexo, drogas e roquenrol puderam se tornar reacionários depois dos 50?
Eu não tenho certeza da motivação deles (no caso de Lobão, é uma mistura de oportunismo e fanfarronice). Mas é ingenuidade pensar que rockers são automaticamente de esquerda, antiestablishment, revolucionários ou coisa do gênero.
Lobão, Roger e – lembrei de mais um – Leo Jaime não estão sozinhos no mundo em sua paranoia antiesquerdista. Eles fazem parte de uma longa tradição. Mo Tucker, a veterana baterista do Velvet Underground, a banda mais subversiva de todos os tempos, por exemplo, anunciou há poucos anos sua filiação ao ultradireitista Tea Party. “Estou furiosa com a maneira como estamos rumando em direção ao socialismo”, disse. “Eu acho que o plano de Obama é destruir a América por dentro”.
Alice Cooper, um dos pioneiros da união entre rock, teatro e filmes de terror nos anos 70, com sua sexualidade ambígua e suas letras depravadas – virou um evangélico fanático e antiobamista de coração.
Joe Perry, guitarrista do Aerosmith, que fazia com o vocalista Steven Tyler uma dupla apelidada Toxic Twins (dado o grau de ingestão de cocaína), apoiou o republicano John McCain nas eleições de 2008. “Sou republicano desde criança”, afirmou.
Johnny Ramone
Kid Rock é um apoiador da política externa dos EUA no Iraque, fazendo turnês para levantar o ânimo da tropa.
Dave Mustaine, vocalista da banda de metal Megadeth, se juntou recentemente ao rei da teoria da conspiração, Alex Jones, para detalhar sua visão sobre o que eles definem Nova Ordem Mundial (o grupo de judeus, negros, terroristas e o diabo que está dominando o planeta).
Ted Nugent, guitarrista e cantor, vive pedindo a pena de morte para ladrões e estupradores. Já falou que o erro dos EUA no Iraque foi não terem feito “o mesmo que em Nagasaki”. É membro fanático da famigerada NRA, o lobby pró-armas dos Estados Unidos. “Haverá um tempo que os donos de armas serão como Rosa Parks e nos sentaremos na parte da frente de um ônibus”, declarou em sua confusão mental, referindo-se à ativista negra Rosa Parks, que mudou a história da luta dos direitos civis nos EUA.
Phil Collins prometeu deixar a Inglaterra se o Partido Trabalhista fosse eleito. “Vou me mudar para a Suiça”, avisar. Noel Gallagher, ex-Oasis, aproveitou a deixa: “Vote nos trabalhistas. Se os conservadores forem eleitos, Phil está ameaçando voltar”. Em 76, Eric Clapton, bêbado, fez um discurso num show, apoiando o racista Enoch Powell. “Eu acho que Enoch está certo… Nós devíamos mandar todos eles embora. Joguem os pretos fora! Mantenham a Grã-Bretanha branca!”
Johnny Ramone mandou um “Deus abençoe o presidente Bush” quando sua banda foi incluída no Hall da Fama. “As pessoas são liberais quando jovens, e eu tenho a esperança de que elas mudem quando virem como o mundo é realmente”.
Agora, ninguém bate Elvis Presley. Em novembro de 1970, Presley entregou uma carta de seis páginas para o então presidente Nixon, em que expressava sua preocupação com o país, sugerindo que ele podia usar sua posição para acabar com a “cultura da droga, os elementos hippies e os Panteras Negras”. Pediu para ser nomeado agente colaborador do FBI no Departamento de Narcóticos e Drogas Perigosas. “Estive estudando a lavagem cerebral comunista e sei que os Beatles são uma força poderosa contra o espírito americano”, revelou. Presenteou Nixon com um Colt da Segunda Guerra. A foto dos dois é o item mais requisitado da Biblioteca Nacional, à frente da Constituição.
Uma possível diferença entre os nossos roqueiros e os do exterior — além da obra, evidentemente — é que, em geral, os de lá viraram conservadores depois de ganhar, e não perder, dinheiro, relevância e influência. Aqui é o contrário.
Phil Collins
Freak show: as novas aberrações
Em 1932, o cineasta Tod Browning (1880-1962) causou escândalo em Hollywood ao lançar o filme Freaks, hoje um clássico. Para criticar um costume horrível da época, de exibir pessoas com deformidades em shows e circos, Browning escolheu um elenco de atores com vários problemas na vida real. Alguns tinham microcefalia, outro não tinha metade do corpo, um terceiro era um tronco, sem pés nem braços. O protagonista é anão. Eles se rebelam e acabam realizando uma vingança contra os seres humanos “normais” que os escravizavam. Hollywood não entendeu, a Inglaterra baniu o filme durante 30 anos e a brilhante carreira de Browning como diretor de filmes de terror como Drácula (1931) já era.
Felizmente os tempos de “feira de horrores” ficaram no passado. O que era considerado “aberração” já não é. Se houvesse um show de horrores hoje em dia não seria para rir de alguém com uma deficiência física ou mental, embora alguns pseudohumoristas brasileiros talvez desejassem, até porque atualmente as aberrações são outras. Nada a ver com anomalias congênitas, mas com deformidades de pensamento. Prodígios da natureza que a gente nunca podia imaginar que pudessem existir andam por aí assombrando o mundo.
Senhoras e senhores, alguns destes freaks do mundo moderno:
– O jovem direitista: é um espanto. Em vez do rapaz e moça que faziam de tudo para contrariar o conservadorismo dos pais, são jovens que concordam em tudo com o que eles pregam. “Sim, mamãe”, repete o jovem direitista bem nascido. A não ser que os pais sejam moderninhos demais, aí eles preferem se mirar nos avós fãs da ditadura. Em sua visão, os governos militares foram uma época de prosperidade à qual o Brasil deve muito, e o desrespeito às liberdades individuais e aos direitos humanos, apenas um detalhe. Já os guerrilheiros que foram presos, torturados e que deram a vida para lutar contra a ditadura são terroristas sanguinários. Os bizarros jovens de direita são radicalmente contra a maconha, “coisa de vagabundo”. Na faculdade, basta sentir o cheiro de um baseado que eles deduram para a polícia que circula pelo campus – sim, eles se mobilizaram para conseguir que o campus, antes um espaço de livre expressão, passasse a ser policiado. Os jovens direitistas estudam, é claro, Direito. E adoram ir à missa.
– A mulher machista: é assombrosa. Trata-se de uma mulher, geralmente jovem, que cospe em todas as realizações da liberação feminina. Acha, aliás, que não deve nada ao feminismo, pelo contrário. Defende que o feminismo é a razão de toda a “infelicidade” e “frustração” das mulheres de hoje. Por causa do feminismo, brada, se uma mulher optar por ser dona-de-casa será execrada! É muito triste, diz a mulher machista, não poder abdicar da profissão para cuidar da casa e dos filhos, pois se sentiriam constrangidas pelos olhares de reprovação das feministas, estas desalmadas, péssimas mães que não sabem nem fritar um ovo. Elas odeiam que uma mulher esteja na presidência, acham um desserviço, já que todo mundo sabe que os homens são superiores nestas tarefas. Lugar de mulher é sendo primeira-dama. Muito mais elegante, inclusive, tipo Jackie Kennedy. Mesmo porque todo mundo sabe que as feministas são todas horrorosas e nem se depilam, não é mesmo? Qualquer hora as mulheres machistas sairão em marcha pela aprovação da lei José da Penha, para reivindicar o direito de apanhar do marido.
– O palhaço sem graça: é de chorar. Eles sobem no picadeiro para supostamente serem engraçados, mas não conseguem causar nenhuma risada nem fazendo cosquinhas. A reação da platéia ao que eles falam beira a depressão. Quando o palhaço sem graça faz uma piada, tem gente que sente até vontade de vomitar. O formato favorito deles é o stand-up comedy, uma fórmula norte-americana de fazer humor do qual copiaram o nome, não a criatividade. Mas há também palhaços de circo engomadinhos que se apresentam na tevê com o único objetivo de vender produtos para as crianças, com suas musiquinhas chatas e repetitivas. Ah, gente, fazer rir é tão século 20…
– O roqueiro a favor do status quo: é de arrepiar os cabelos. Acabou-se o tempo do roqueiro que criticava a burguesia e o sistema. Hoje a onda é falar bem de quem tem grana, um “vencedor”, e elogiar a direita “progressista” – esta, sim, sabia o que era bom para o povo, este imbecil. O maior alvo do roqueiro reaça não é a estrutura social injusta ( “injusta por quê? para quem?”) ou as desigualdades, mas os esquerdistas, estes provocadores de ditaduras militares. Se fossem gravar músicas hoje em vez de escrever manifestos de direita, como preferem, os roqueiros escreveriam letras como “você é pobre porque não trabalhou, uou, uou”, “os milicos são gente mal-compreendida, di-da, di-da”, “saudades da ditadura, yeah, yeah, yeah”, “a favor do status quo quo quoooooo”. Não se espantem se qualquer dia começaram a gravar duetos com ídolos sertanejos em suas fazendas. O lado bom de terem surgido roqueiros assumidamente de direita é que não há mais lugar para os hipócritas que ganhavam dinheiro como rebeldes sem causa, com canções que nada tinham a ver com sua origem burguesa, às custas da rebeldia genuína alheia.
Venham, venham ver as aberrações! O espetáculo não tem hora para acabar.
por Cynara Menezes no Socialista Morena
segunda-feira, 15 de abril de 2013
domingo, 14 de abril de 2013
O Grande Lobby dos Tomates
Mesmo com economia patinando, o lobby por juros altos
Enviado por luisnassif, dom, 14/04/2013 - 08:00
Autor:
Luis Nassif
Coluna Econômica
Os últimos indicadores econômicos mostraram o seguinte:
- Na sexta foi divulgado o IBC-BR (Índice de Atividade Econômica do Banco Central). Trata-se de um indicador que tenta antecipar os resultados do PIB (Produto Interno Bruto). O de fevereiro registrou queda de 3,13%. Em doze meses, uma alta de apenas 0,87%.
- Um dia antes, o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) constatou uma queda de 0,4% nas vendas de varejo, pior desempenho desde fevereiro de 2003. No acumulado do ano e em 12 meses, os indicadores são razoáveis. A explicação para a queda no varejo é que o aumento da inflação provocou uma retração no consumo.
- No caso dos supermercados, houve queda de 2,1% nas vendas de alimentos e bebidas, também em decorrência da alta de preços.
***
Tem-se, portanto, um quadro definido.
Em relação ao comportamento geral da economia, índices claudicantes de recuperação. Em relação ao varejo, queda de consumo decorrente do aumento de preços. Ou seja, a própria inflação criando seu anticorpo, seja através da redução da renda, seja através das manobras defensivas dos consumidores. Vários itens de pressão nos preços começam a ceder.
Entre os que acreditam nos poderes mágicos da Selic, há a crença de uma defasagem de 8 meses entre uma eventual elevação da taxa e seus efeitos.
***
Suponha que a Selic tenha eficácia e que exista essa defasagem sobre seus efeitos.
Ela incidiria sobre uma economia desaquecida, em que até os indicadores de varejo começam a claudicar. Ou seja, exerceria um papel pró-cíclico (de acentuar a tendência dominante).
Tem-se uma inflação que superou de leve o limite de alta da meta inflacionária.
Ao mesmo tempo, um conjunto de sinais mostrando uma economia a meia trava e outro conjunto de sinais mostrando distensão nos fatores principais de pressão sobre os preços.
Aliás, o melhor sinal veio da própria queda de vendas dos supermercados, comprovando que as grandes fabricantes de produtos de varejo, que reajustaram seus preços nos últimos meses, sofreram queda de vendas.
***
Mesmo assim, o coro prossegue, por razões que nada têm a ver com preocupações inflacionárias.
Além dos especuladores habituais da Selic, há um conjunto de atores engrossando o coro.
Existem gestores de fundos de pensão que não conseguiram fazer a transição para o mercado de renda variável e necessitam de juros altos para fechar suas contas.
Os bancos de investimento atuam em várias frentes e uma redução de juros beneficiaria os segmentos que trabalham com empresas. Mas o sistema de bônus faz com que cada área lute ferozmente para preservar seus ganhos. E os maiores ganhos dos economistas – a parte do mercado com maiores vínculos com a mídia – se dá justamente nos resultados da renda fixa, no comportamento da Selic.
Com apoio dos bancos públicos, Banco Central e Fazenda coordenaram com maestria os movimentos do mercado em direção à redução dos juros e ao aumento do crédito. Desde que se percebeu consistência nas medidas para reduzir os juros, os bancos comerciais se prepararam para atuar em um cenário de competição.
Toda essa construção irá por água abaixo, será uma autêntica abertura da porteira, se o Copom ceder à pressão e aumentar a Selic.
surrupiado sem juros, espero, do Nassif
sábado, 13 de abril de 2013
A Fe$ta do$ Juro$
Juros: quem quer a alta, e por quê
via Contexto Livre
Roberto
Setúbal e Pedro Moreira Salles, cabeças das famílias que controlam o Itaú,
esperam sorrir de novo: em 2012, lucros de “apenas” R$ 13,6 bilhões |
Para conter a inflação, há outros remédios. Mas oligarquia
financeira pressiona – porque quer voltar a ganhar os mesmos rios de dinheiro
de antes
Um assunto único domina as manchetes dos jornais brasileiros
mais vendidos. Folha, Globo e Estadodestacam, em frases quase idênticas que a inflação anualizada subiu (para
6,59%) e “estourou a meta” fixada pelo Banco Central (BC). Em consequência, não
restaria, ao próprio banco, outra alternativa exceto iniciar uma nova rodada de
elevação da taxa básica de juros (Selic), já na próxima semana. A presidente
Dilma Roussef, que se manifestou contra
a alta, há poucos dias, teria sido vencida. A Folha chega até a prever o montante e o
ritmo do ascenso: a Selic, hoje em 7,5% ao ano, passaria a 8,5%, após “quatro
aumentos de 0,25 ponto percentual, até dezembro”.
Noam Chomsky cunhou certa vez o termo “fabricação de consensos”
– provavelmente sem cogitar que alguém tentasse praticá-la de modo tão
caricatural quanto a mídia brasileira. Há três abusos claros nas manchetes de
hoje: a) a inflação não está mais em alta, nem deve ser
reduzida a qualquer custo; b) elevar os juros não é receita eficaz para fazê-lo; c) por
trás do suposto “remédio” esconde-se a luta da oligarquia financeira para
capturar uma parcela ainda maior da riqueza coletiva. Os jornais, é claro,
escondem esta tentativa.
Veja, ponto por ponto, como se manipulam os fatos.
1. Para constatar que a inflação não está subindo, mas em
queda, há dois meses, basta mirar o gráfico abaixo, publicado sem destaque
pelo Estado. A taxa, medida por um dos índices
do IBGE (o IPCA) foi de 0,47% em março, ante 0,6% em fevereiro e 0,86% em
janeiro. O índice anualizado só aumentou porque os 0,47% de agora substituíram,
no cômputo de doze meses, uma taxa excepcionalmente baixa, registrada em março
de 2012 – 0,21%. Tudo indica que, já em abril, a inflação anual recuará, sem
necessidade de qualquer intervenção, para os patamares previstos pela “meta” do
BC.
2. A mídia brasileira omite, mas há uma crítica internacional
crescente à crença segundo deve-se perseguir a queda da inflação a qualquer
custo. Pelo menos dois economistas premiados com o Nobel – Paul Krugman e
Joseph Stiglitz – têm sugerido o contrário. Propõem que os Estados mantenham,
nas próximas décadas, índices de inflação ligeiramente superiores aos atuais –
como ocorreu, aliás, nos “anos gloriosos” do pós-II Guerra. Explicam que tal
ambiente permitirá desvalorizar a riqueza financeira dos mais ricos, reduzir a
dívida pública e, em consequência, promover políticas redistributivas. Estas, explica Stiglitz,
estimulam a economia e a geração de empregos – porque a classe média e os
pobres consomem uma parte expressiva de seus rendimentos, enquanto os super
ricos entesouram quase tudo.
3. Ainda que a meta seja reduzir a inflação, elevar os juros é
uma péssima forma de fazê-lo. Num post extremamente didático, publicado hoje, o
jornalista Luís Nassif demonstra que
o BC dispõe de instrumentos muito mais eficazes para segurar os preços. Tem
total autonomia, por exemplo, para determinar uma redução dos prazos de
financiamento ao consumidor. A mudança torna mais difícil adquirir bens, reduz
o consumo e as pressões inflacionárias. Tome, por exemplo, uma geladeira de R$
1.000, financiada em 24 meses, a uma taxa de 4% ao mês. Hoje, as prestações são
de R$ 65,58. Com a redução do prazo para 18 meses, elas saltam para R$ 79,00.
Já a alta da Selic eleva-as para…
R$ 65,86. “Alguém deixaria de tomar financiamento por conta de um aumento
de 28 centavos?”, pergunta Nassif.
4. Por fim, a questão central. Se a alta da taxa Selic é tão
ineficaz, qual o motivo de tanta batalha em torno dela? É que os juros, embora
não reduzam a inflação, são, por excelência, o meio pelo qual a oligarquia
financeira extrai riqueza do conjunto da sociedade. Em 2012, o Estado
brasileiro desviou, do total de impostos arrecadados, R$ 128 bilhões (ou 4,81%
do PIB) para pagar juros – equivale a aproximadamente seis
vezes o
montante aplicado no Bolsa-Família. Mas, ao invés de beneficiar 13 milhões de
famílias, os juros fluem, segundo cálculos do IPEA, para apenas 0,5% da
população – a ínfima minoria que tem recursos para comprar títulos públicos ou
seus derivados.
Ocorre que este setor havia se acostumado a ganhar muito mais,
nos anos anteriores. Em 2011, foram R$ 151 bilhões; e no período FHC, a despesa
com juros chegou a 9% do
PIB. A redução da sangria foi alcançada precisamente graças à queda dos juros.
A partir de julho de 2011, a presidente Dilma orientou o BC a retomar a
trajetória de redução iniciada no governo Lula. As taxas, que são fixadas em
reuniões do Conselho de Política Monetária (Copom) do banco, caíram de 12,5% ao ano para os 7,5% de hoje.
Sucederam-se fatos extraordinários. Em 2012, por exemplo, os lucros de bancos
como o Itaú e o Santander recuaram, ainda que muito levemente – depois de anos
de recordes sucessivamente quebrados.
A oligarquia financeira jamais se conformou com a queda de
juros. Não pode, evidentemente, expor suas razões. Mas tem muito poder,
dinheiro e capacidade de “convencer” aliados importantes. Prepare seus olhos e
ouvidos. Até a próxima reunião do Copom, você estará exposto a doses cavalares
de propaganda ideológica – disfarçada na forma de “notícias” e previsões
alarmentes dos “especialistas de mercado”. O governo e o Banco Central cederão?
Esta é a pergunta que importa.
quinta-feira, 11 de abril de 2013
quarta-feira, 10 de abril de 2013
terça-feira, 2 de abril de 2013
quarta-feira, 13 de março de 2013
domingo, 10 de março de 2013
Venezuela by George Galloway
(...)
"O vídeo é parte de uma conversa de Galloway com estudantes de Oxford. Galloway faz um ponto extraordinário: como o “conhecimento limitado sobre tudo” embota a mente das pessoas e as faz vomitar preconceitos, mentiras e bobagens.
Um aluno de Oxford – e estamos falando de um dos mais nobres centros de ensino da humanidade – tenta colocar na parede Galloway e recebe uma resposta que jamaisesquecerá.
Clap, clap, clap, de pé, para Galloway."
sábado, 2 de março de 2013
O retrato da Solidariedade
A rara coragem de Bradley Manning
Militar americano envolvido no episódio do Wikileaks anunciou que se declarará culpado em 10 das 22 acusações que lhe foram feitas, entre as quais passar informação a pessoa não autorizada. Mas manterá a declaração de “inocente” nos demais 12 crimes de que é acusado, como os de espionagem a favor do inimigo, cuja pena é a prisão perpétua.
Marjorie Cohn, Countercurrents*
quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013
quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013
ULRIC COLLETTE
ULRIC COLLETTE
ABOUTH: Born in 1979, Ulric Collette, self-taught photographer, studied art and graphic design
in Quebec city in the late 90s and now work as art director for Collette, a communication
studio in Quebec region.
studio in Quebec region.
The work of Ulric has been presented in various websites, magazines and books
all over the world (Prism, Global Investor, Esquire, Light and Lens, Snap, Fubiz,
My Modern Met, Adobe, etc). Most recently, his work on the genetic portraits series was
shortlisted in the world most prestigious advertising awards show, the Cannes Lion.
all over the world (Prism, Global Investor, Esquire, Light and Lens, Snap, Fubiz,
My Modern Met, Adobe, etc). Most recently, his work on the genetic portraits series was
shortlisted in the world most prestigious advertising awards show, the Cannes Lion.
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